Se sair, encosta a porta devagar.
Se ficar não pede licença, pode sentar,
Vamos conversar!
Sobre coisa que deixamos para lá,
Pingos nos is, ir e voltar,
Aquietar, esperar a poeira abaixar!
Então, muita mentira e muita omissão,
Faltou o sossego e o aperto de mão.
Cumplicidade e sinceridade.
Não foi traição do tipo comum,
Guardamos rancor e ficamos afastados,
Fingimos esquecer para usar no futuro,
Como argumento, de um tempo sedento de contestação,
Ficamos em casa com pedras nas mãos,
Sem resolver o X da questão.
Se nos amamos para que tudo isso?
Não precisamos flagelar nosso carinho,
Ficando insensíveis, cegos e em ponto de bala.
Proponho acordo do tipo amistoso,
Começar novamente, olhando pra frente,
Deixar de cobrar, censurar e privar.
Vamos dividir preservando o do outro,
Conviver com os defeitos do lado de cá,
Pois do outro lado também há!!!
Parar de qualificar e quantificar as privações,
Permitir que o outro não enxergue virtudes,
Não exigir! Apenas pedir!
Afinal, se nos dispomos a viver em conjunto,
Junta-se a isso o resto do mundo,